Pelos vícios, difícil criticá-lo
E difícil louvá-lo por virtudes,
E muito mais difícil abordá-lo,
O silêncio, tamanha a magnitude
Do alcance para quem sabe viver
Não somente a seu lado, lisonjeiro,
Porém, principalmente, conviver
Com ele, o mais fiel, bom companheiro.
Quanto vi lenitivo aconchegante
Neste são, meu amigo que acrisola
Meus planos sempre mais a todo instante...
Que mais dizer senão que erro rotundo
Sucede a todo aquele que o imola;
É qual flor que estiola ao sol fecundo.
Fevereiro de 1984