Suplicante, eis uma nostálgica praça
Da açoriana saga bicentenária
No abandono, em parte, triste e solitária
Perdendo, assim, aos poucos, a antiga graça.
Dolorido um lamento se evola aos ares
Do alquebrado e saudoso caramanchão
Gesto amigo almeja, de restauração
Para, garboso, unir os dois patamares.
Pois fundada esperança paira faceira
Num verde anseio, como pano de fundo:
O esbelto porte das altivas palmeiras.
Quem sabe... um largo abraço, quanto fecundo
Reconforte a presença lusa, altaneira
Na carente Praça Dom Pedro Segundo.
Taquari (RS), setembro de 1985.